O FLUMINENSE QUE EU VIVI
A diferença entre torcer por um clube e pertencer a ele – 2/2 (por Tarciso Tertuliano Paixão)
(continuação)
Talvez seja por isso que aquela escolha tenha criado uma relação diferente com o clube. Quem chega durante a festa aprende a comemorar. Quem chega durante a tempestade aprende a permanecer.
Aquele Fluminense não tinha a imponência dos grandes times históricos que eu mesmo só fui conhecer com a chegada da Internet.
Tinha arquibancadas vazias, derrotas dolorosas, desconfiança e um futuro que parecia impossível de prever. Mas tinha uma coisa que nenhum rebaixamento poderia tirar: a identidade.
E talvez seja justamente essa a diferença entre torcer por um clube e pertencer a ele.
Eu poderia ter nascido em qualquer época. Poderia ter chegado nos anos de títulos, nas grandes conquistas, nos times inesquecíveis. Mas, por alguma dessas ironias que só o futebol consegue explicar, cheguei quando o clube estava no chão.
E quando você aprende a amar alguém no pior momento, depois fica difícil abandonar quando chegam os dias bons.
Porque o torcedor que conheceu o Fluminense de 1997, 1998 e 1999 não precisou de troféus para descobrir o que significava ser tricolor.
Precisou apenas olhar para aquela camisa e dizer: “É esse. Mesmo assim. Apesar de tudo. É esse.”
O Servidor Público Municipal Tarciso Tertuliano Paixão é membro da Frente Ampla Tricolor
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