O FLUMINENSE QUE EU VIVI
Vou te contar a história de por que me tornei Fluminense – 3/3 (por Antonio J. Carvalho)
(continuação)
Depois desse período de recuperação, vieram administrações que considero pífias, como as de Peter Siemsen, Abad e a atual gestão de Mário Bittencourt, que, na minha percepção, parece visar sobretudo aos próprios interesses. Mário Bittencourt é um excelente realizador dos sonhos dos jogadores, mas acaba criando pesadelos para a torcida.
O clube que vejo atualmente está distante daquele Fluminense que me conquistou quando eu tinha sete anos. Questiono profundamente a administração, o planejamento e a montagem do elenco. Sinto falta da identidade que existia quando a base tinha um papel central e quando os jogadores formados pelo próprio clube representavam uma parte importante da equipe profissional.
Não significa que o amor pelo Fluminense tenha simplesmente desaparecido. Afinal, uma paixão construída desde os sete anos de idade, vivida ao lado de um irmão que já não está aqui e associada a tantas lembranças do Maracanã, não se apaga facilmente.
Mas existe uma diferença fundamental entre amar a história de um clube e reconhecer-se no clube que ele é hoje.
E talvez seja justamente essa a minha maior frustração.
Se eu tivesse hoje sete ou oito anos e encontrasse o Fluminense que vejo atualmente, talvez eu não escolhesse o Fluminense.
Porque o Fluminense que me conquistou era muito mais do que uma camisa bonita. Era uma identidade. Era organização. Era formação de jogadores. Era torcida. Era tradição. Era a sensação de que aquele clube tinha um caminho, um modelo e uma maneira própria de vencer.
Foi esse Fluminense que me fez tricolor.
E é justamente por conhecer tão bem esse Fluminense que fui, que a distância para o Fluminense que vejo hoje me incomoda tanto.
O Psicólogo Antonio J. Carvalho é Sócio Proprietário do Fluminense e membro da Frente Ampla Tricolor
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