Com a possibilidade de restrições às casas de apostas, responsáveis por patrocínios bilionários no futebol brasileiro, o governo federal intensificou as negociações para lançar um programa de crédito voltado a clubes endividados. De acordo com o jornalista Rodrigo Mattos, do site UOL, a medida foi articulada com a CBF e prevê empréstimos via BNDES, com juros reduzidos e prazos alongados, buscando aliviar a crise financeira que ameaça o futebol nacional.
O dinheiro viria do superávit financeiro de 2025 e seria repassado por bancos habilitados, que assumiriam o risco do crédito. A quitação poderia ser feita em até 20 anos, com dois anos de carência. Os recursos só poderiam ser usados para quitar dívidas trabalhistas e direitos de imagem, débitos com a Receita Federal, INSS e FGTS, empréstimos bancários e dívidas cíveis, além de investimentos em infraestrutura da base. O uso indevido dos recursos ou o atraso nos pagamentos levaria ao vencimento antecipado da dívida e à exclusão do programa.
O Fluminense encerrou 2025 com uma dívida de aproximadamente R$ 1,04 bilhão. Seu patrocínio master com a Superbet, renovado até 2029, pode render até R$ 86 milhões por ano e é hoje uma das principais fontes de receita do Tricolor. Uma eventual restrição às bets pode afetar o fluxo financeiro do clube.
FOTO: reprodução/ FOTO DE LUCAS MERÇON e MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC
