Presidente do Fluminense confirma notificação da Superbet e cita preocupação com medida do governo

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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, confirmou, em entrevista à CNN Brasil, na noite desta sexta-feira (25), que o clube recebeu uma notificação da Superbet sobre um possível rompimento do contrato de patrocínio caso a Medida Provisória do governo fosse aprovada. A MP, que proíbe a atuação das casas de apostas no país, foi assinada nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante do cenário, o dirigente alertou para um impacto financeiro superior a R$ 100 milhões e demonstrou preocupação com os efeitos da decisão para o clube.

Segundo Mattheus Montenegro, o impacto financeiro não se limita ao patrocínio máster da Superbet. Outros contratos comerciais também podem ser afetados, incluindo os relacionados às placas do campo e às camisas do Fluminense, que são produzidas com meses de antecedência.

— Aqui, o impacto ultrapassa R$ 100 milhões, porque, além do patrocínio máster, afeta contratos como os das placas do campo e as camisas, que são produzidas com seis meses de antecedência. É uma medida que gera grande preocupação para o futuro do clube — declarou.

O vínculo do Fluminense com a Superbet previa valores de R$ 58 milhões por ano até 2029. Com a aprovação da MP, o clube será obrigado a retirar todas as peças publicitárias ligadas às bets até 5 de outubro. O mandatário classificou a decisão como “abrupta” e criticou a falta de um período de transição. Para ele, além de afetar diretamente o Fluminense, a medida desvaloriza o mercado de patrocínios.

— Essa medida faz com que a maioria dos clubes brasileiros perca o patrocínio ao mesmo tempo. Isso desvaloriza o ativo, porque as empresas interessadas terão quase todos os clubes disponíveis simultaneamente, reduzindo o valor de mercado das camisas — explicou.

Em 2025, as bets representaram cerca de 34% das receitas de marketing dos clubes da Série A, movimentando mais de R$ 1 bilhão. Em nota, o Fluminense considerou legítimo o debate em torno dos jogos de azar, mas defendeu a criação de um período de transição para evitar prejuízos e preservar empregos ligados ao setor.

FOTO: reprodução/ MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C. 

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