SUPERBET: dinheiro e dependência (por Frente Ampla Tricolor) – Coluna Wagner Aieta

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SUPERBET: dinheiro e dependência (por Frente Ampla Tricolor)

Vamos falar de dinheiro. Do dinheiro que entra. E, principalmente, do que pode deixar de entrar.

A Superbet é hoje uma das principais fontes de receita comercial do FFC. O contrato renovado até dezembro de 2029 garante R$ 53 milhões por ano, podendo chegar a R$ 86 milhões com bônus e metas. Na conta simples, são R$ 4,4 milhões por mês garantidos, podendo chegar a R$ 7,2 milhões.

Para colocar isso em perspectiva: em 2025, o FFC registrou cerca de R$ 346,6 milhões em remuneração direta de atletas, funcionários e prestadores. Portanto, somente o valor fixo anual da Superbet equivale a aproximadamente 15% desse total.

É muito dinheiro. Em quatro anos, o contrato pode alcançar R$ 344 milhões.

Entretanto, esse dinheiro não é destinado a pagar “dois ou três jogadores”. Entra no caixa do clube e ajuda a bancar toda a operação. E justamente por isso a pergunta da Frente Ampla Tricolor é inevitável:

O QUE A DIRETORIA ESTÁ FAZENDO PARA QUE O FLUMINENSE NÃO FIQUE DEPENDENTE DESSE DINHEIRO?

Porque, se amanhã a Superbet sair, o Flu precisará substituir essa receita em outro lugar ou outros lugares.

E aí?

Vai vender jogador às pressas?

Antecipar receita?

Buscar empréstimo?

Aumentar a dívida?

É justamente aí que entra planejamento.

O Flu tem uma marca centenária, uma grande torcida, Xerém, o Maracanã, títulos, exposição nacional e internacional, patrimônio esportivo e comercial para buscar parceiros em bancos, seguros, tecnologia, telecomunicações, varejo, indústria, mobilidade e tantos outros setores.

Por que depender tanto de uma única fonte? Seria uma irresponsabilidade ignorar uma receita dessa dimensão. Mas nos preocupa a falta de planejamento para o dia em que ela deixar de existir.

A pergunta não é quanto a Superbet paga e sim o que o Fluminense está fazendo hoje para não precisar dela amanhã?

Administrar clube grande não é apenas conseguir dinheiro. É saber diversificar, planejar, reduzir riscos e prestar contas.

Portanto, quem administra o FFC precisa trabalhar antes da crise, e não depois dela.

A torcida merece saber qual é o plano. E a diretoria precisa responder.

FRENTE AMPLA TRICOLOR

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