O FLUMINENSE QUE EU VIVI
Vou te contar a história de por que me tornei Fluminense – 2/3 (por Antonio J. Carvalho)
(continuação)
Um exemplo que ficou marcado para mim foi o time de 1980, quando, segundo a lembrança que guardo daquela época, tínhamos uma equipe formada majoritariamente por jogadores oriundos das categorias de base, com nove jogadores formados no clube e apenas dois que não tinham essa origem.
Isso representava muito do que eu admirava no Fluminense: formar, revelar e vencer.
Era esse modelo que me fazia sentir orgulho de ser tricolor. Não era simplesmente torcer por um clube que ganhava títulos. Era torcer por uma instituição que, aos meus olhos, tinha identidade, tradição, organização, torcida apaixonada e uma capacidade extraordinária de formar seus próprios jogadores.
Essa imagem permaneceu comigo durante décadas, especialmente até o final dos anos 1980. O Fluminense era, para mim, um verdadeiro espelho de organização e de competência dentro do futebol.
Boa parte da minha vida adulta também foi dedicada ao Fluminense, inclusive nos seus piores momentos, quando o clube foi rebaixado duas vezes para a Série B e uma vez para a Série C. Cheguei a assumir alguns cargos na diretoria, muitas vezes por pura generosidade e pela falta de pessoas dispostas a assumir esse compromisso. Ainda assim, não considero que tenham sido anos perdidos, porque o Fluminense conseguiu recuperar verdadeiramente a dimensão de grandeza que sempre teve.
Por isso, quando olho para o Fluminense de hoje, a sensação é muito diferente.
(continuará)
O Psicólogo Antonio J. Carvalho é Sócio Proprietário do Fluminense e membro da Frente Ampla Tricolor
https://www.instagram.com/p/DdrXTAVTssh/?stkn=dGRodzYwbDdwOWxt
