“Com a luz do refletor” por Crys Bruno

DESTAQUE Libertadores da América

Com a luz do refletor.

Não posso falar sobre o jogo. Eu não assisti. Emoções embolam-se, confusas: o medo, sempre ele, este alerta positivo e, ao mesmo tempo, péssimo conselheiro, uniu-se a experiência de como tricolor, saber que facilidades (a vantagem de 2×0) são arapucas, o Fluminense funciona melhor sob obstáculos.

E assim foi. Num só jogo. Ainda bem que na ordem favorável. Desta vez. Mesmo neste ano com um futebol pobre mas uma espinha-dorsal muito acima da média, apesar da idade.

Primeiro, a vantagem.

Ao receber a notificação do gol da Platense, imediatamente pensei: – Meu Deus, eles vão conseguir ser eliminados para “esse time horroroso”?

Esforçaram-se bem. Não fossem Fábio, Thiago Silva e Hulk… … … Enquanto tentava me desligar do jogo, o Sofascore vibrava: 2×0 Platense.

O medo transformou-se em angústia. Aquele aperto sob a nostalgia de rever um filme com final infeliz unia-se, agora, à lógica: que Libertadores ridícula do time!

Olhei nos três grupos que frequento, a repercussão. Marcão mantia o time. Nenhuma substituição. Queixas e incredulidade por mais uma atuação padrão 2026: sem repertório.

Então sem vantagem e sob obstáculos, o Fluminense funciona melhor.

Não deu outra: deu Fluminense. Até Gravatinha apareceu com sua gravata borboleta e finura magnética, afinal, para Canobbio acertar uma finalização… …

E com a luz do refletor, o tricolor salvou-se.

O fato é que, mesmo sem repertório mas, individualmente, com quatro, cinco jogadores acima da média, o Fluminense chega às semifinais da Libertadores.

Melhor para os fatos.

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