Com a luz do refletor.
Não posso falar sobre o jogo. Eu não assisti. Emoções embolam-se, confusas: o medo, sempre ele, este alerta positivo e, ao mesmo tempo, péssimo conselheiro, uniu-se a experiência de como tricolor, saber que facilidades (a vantagem de 2×0) são arapucas, o Fluminense funciona melhor sob obstáculos.
E assim foi. Num só jogo. Ainda bem que na ordem favorável. Desta vez. Mesmo neste ano com um futebol pobre mas uma espinha-dorsal muito acima da média, apesar da idade.
Primeiro, a vantagem.
Ao receber a notificação do gol da Platense, imediatamente pensei: – Meu Deus, eles vão conseguir ser eliminados para “esse time horroroso”?
Esforçaram-se bem. Não fossem Fábio, Thiago Silva e Hulk… … … Enquanto tentava me desligar do jogo, o Sofascore vibrava: 2×0 Platense.
O medo transformou-se em angústia. Aquele aperto sob a nostalgia de rever um filme com final infeliz unia-se, agora, à lógica: que Libertadores ridícula do time!
Olhei nos três grupos que frequento, a repercussão. Marcão mantia o time. Nenhuma substituição. Queixas e incredulidade por mais uma atuação padrão 2026: sem repertório.
Então sem vantagem e sob obstáculos, o Fluminense funciona melhor.
Não deu outra: deu Fluminense. Até Gravatinha apareceu com sua gravata borboleta e finura magnética, afinal, para Canobbio acertar uma finalização… …
E com a luz do refletor, o tricolor salvou-se.
O fato é que, mesmo sem repertório mas, individualmente, com quatro, cinco jogadores acima da média, o Fluminense chega às semifinais da Libertadores.
Melhor para os fatos.
