Marcão lamenta gols relâmpago e analisa primeira derrota no comando do Fluminense

Campeonato Brasileiro DESTAQUE Fluminense Futebol

O técnico Marcão conheceu o seu primeiro revés à frente do Fluminense desde que assumiu o cargo deixado por Luis Zubeldía. Após o apito final na Arena MRV, o treinador lamentou profundamente os dois gols sofridos em um curto intervalo de tempo. Segundo ele, o apagão tricolor aconteceu justamente no momento em que realizava substituições na equipe com o objetivo de reequilibrar o meio-campo e buscar o empate, quando a partida ainda estava 3 a 1 a favor do Atlético-MG.

“O primeiro tempo foi da maneira que a gente imaginou, organizado. No segundo tempo, a o Atlético-MG veio com um volume muito grande por dentro e pensamos em colocar mais um homem no meio. Foi justamente no momento da troca que saiu o gol. Não deu nem tempo de organizar a equipe. Cinco minutos praticamente decidiram nosso plano de jogo. Sofremos os dois gols seguidos que tiraram a gente da partida”, analisou.

A exemplo do posicionamento de seus jogadores, o técnico Marcão também externou sua insatisfação a respeito do primeiro gol marcado pelo Atlético-MG. A contestação gira em torno de um suposto erro de procedimento do árbitro Matheus Delgado Candançan, que teria autorizado o andamento da jogada sem apitar o reinício oficial do confronto após as substituições do Fluminense. Apesar do descontentamento com o lance que inaugurou o placar na Arena MRV, o treinador preferiu adotar uma postura cautelosa e evitou maiores polêmicas em sua entrevista coletiva.

“Nossos atletas alegaram que não escutaram o apito dele. Eu falei com ele (árbitro) depois do jogo, que foi convicto de que apitou. Vamos ver depois para sermos justos”, disse.

Opção pelo time reserva do Fluminense

Marcão ainda explicou o que pensou para o jogo com a escalação. Preocupado em descansar os jogadores para a partida decisiva da volta das quartas de final da Libertadores, contra o Platense, o técnico aproveitou as característica dos reservas para colocar uma forma de jogar que gostou no primeiro tempo.

“A gente estava muito animado com os treinos que eles fizeram, em relação à parte tática e trouxemos o que fizemos no primeiro tempo. Time próximo, mais direto, de velocidade e profundidade, de finalização”, afirmou.

“A gente tinha que usar, mover essas peças, não dava para separar esses dois jogos. Viemos convictos de que dava para buscar os três pontos. Conseguimos aquilo que queríamos num primeiro momento, mas infelizmente, em cinco minutos, tomamos esses dois gols, o que dificultou os nossos planos para essa partida”.

foto Marcelo Gonçalves

Sobre o autor