Presidente do Fluminense havia sido denunciado por conduta considerada contrária à disciplina e à ética desportiva
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foi absolvido por unanimidade pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira (11). O dirigente havia sido denunciado em razão de sua conduta durante o clássico contra o Vasco, disputado no dia 5 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro.
A denúncia teve como base o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atitudes contrárias à disciplina ou à ética desportiva.
A situação ocorreu durante a partida no Maracanã e foi registrada na súmula pelo árbitro Davi Lacerda. Segundo o documento, Montenegro fez cobranças direcionadas à equipe de arbitragem e precisou ser contido por seguranças.
Na súmula, uma das frases atribuídas ao presidente tricolor foi:
“Não tem coragem, você não tem coragem. Está com medo de expulsar.”
Durante o julgamento, realizado por videoconferência, Montenegro contestou a versão de que teria precisado ser contido por seguranças. O dirigente, porém, não negou ter questionado o árbitro sobre a expulsão de jogadores do Vasco. Mesmo diante do registro na súmula, o STJD decidiu pela absolvição do presidente do Fluminense.
Preparador físico também é absolvido
Outro integrante do Fluminense envolvido no caso foi Igor Cotrim, preparador físico da equipe. Ele também havia sido denunciado com base no artigo 258 do CBJD após reclamações direcionadas à arbitragem durante a partida.
Cotrim acabou expulso durante a confusão envolvendo Paulo Henrique, do Vasco, que chutou uma bola em direção ao banco de reservas tricolor. Assim como Montenegro, o preparador físico foi absolvido pelo tribunal.
Clubes recebem multa
Fluminense e Vasco também foram julgados no mesmo processo por atraso no reinício da partida após o intervalo. De acordo com o julgamento, as duas equipes ultrapassaram em dois minutos o tempo previsto para o retorno ao campo.
Por esse motivo, os clubes foram multados em R$ 2 mil cada.
Com as decisões, Mattheus Montenegro e Igor Cotrim não sofreram punições disciplinares relacionadas aos episódios envolvendo a arbitragem no clássico.
