CONTAS MAL CONTADAS (por Antonio Gonzalez)
O Fluminense vive hoje uma situação financeira que exige atenção, transparência e, acima de tudo, coragem para encarar os números como eles realmente são.
O clube está passando por uma nova e profunda radiografia financeira. A due diligence, realizada no contexto das negociações com possíveis investidores, começa a colocar uma lupa sobre as contas, os contratos, as dívidas, os compromissos e, principalmente, sobre a verdadeira situação patrimonial e financeira do FFC.
E aqui está o ponto central: ALGUMA COISA SAIU DO EIXO.
A partir de 2023, o Flu abandonou progressivamente o equilíbrio entre receitas, despesas e capacidade de investimento. Gastos cresceram, oompromissos se acumularam. A gestão financeira perdeu a mão. O clube passou a gastar como se o dinheiro fosse infinito.
Não era. O resultado está aí: um FFC sem dinheiro, pressionado por dívidas e obrigações de curto prazo, precisando cada vez mais de receitas extraordinárias para sobreviver e manter sua operação.
É preciso reconhecer: o problema não é apenas conjuntural. Existe uma questão de gestão.
O Flu perdeu o rumo e, também a mão.
A concentração de poder e responsabilidades, especialmente com a figura do diretor-geral, que era o antigo presidente, contribuiu para uma estrutura que precisa ser profundamente questionada. Não se trata de personalizar todos os problemas, mas de cobrar responsabilidade de quem comandou as decisões.
A due diligence dos possíveis investidores pode revelar aquilo que muitos tricolores já vêm percebendo: as contas não fecham com a tranquilidade que a propaganda tenta transmitir.
A due dligence descobriu o que a FAT denuncia a anos: o FFC é vítima de Gestão Temerária.
E esse diagnóstico tende a ser modesto. Chegou a hora de mudar.
Em tempos de tanto clamor por um clube passado à limpo, por quê não avançarmos para uma Investigação Corporativa?
A dita “Oposição” alinha?
O Flu precisa recuperar planejamento, disciplina financeira, transparência, profissionalismo e responsabilidade na gestão.
Porque paixão não paga dívida. O FFC é grande demais para continuar gastando sem rumo. É hora de colocar as contas em ordem e devolver o clube aos trilhos.
Antonio Gonzalez
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