Pênalti inventado tira vitória tricolor.
Fluminense vencia o Atlético- PR, em Curitiba, porque errava menos.
O placar marcava 3×2 no quinto minuto dos oitos de acréscimos oferecidos pelo árbitro aos donos da casa.
Marcão já havia colocado o terceiro zagueiro (Jemmes) mas a marcação em profundidade falhou.
Numa bola longa, Fábio decidiu errado, recuou as mãos mas Viveros mergulhou sobre o corpo dele e caiu: pênalti marcado e empate no placar.
Se o Fluminense é prejudicado em pleno Maracanã, imagine na Arena da Baixada curitibana… Elementar.
Mas a peleja não se restringiu ao lance capital. Sem Hércules, com Nonato e Ganso ao lado de Martinelli, um meio-campo pouco marcador cedia espaço para o time paranaense chegar com facilidade na área tricolor.
Para funcionar, o trio deveria atuar de forma mais triangular e aproximado, usando o melhor do camisa 8 e 10: o controle da posse.
Não foi assim e não à toa levamos dois gols de bola aéreas; o segundo após cobrança de escanteio com Guga trombando no próprio companheiro de time.
No entanto, um inspirado e mais móbil Hulk igualou o marcador com linda cobrança de falta – algo que faltava (e falta) ao time: fortalecer as bolas paradas ofensivas.
Num todo, muita transpiração com linhas baixas, incluindo, de forma equivocada, um Soteldo na marcação – ele deveria sobrar com Hulk para o contra-golpe – e pouco controle de posse, numa escalação que tinha perfil para executá-lo.
O empate teve sabor amargo pois veio nos acréscimos, numa penalidade inexistente, mas o Fluminense precisa manter o espírito competitivo que mostrou e reencontrar a vitória, sábado, sobre o Vasco, no Maracanã, pela “paz mundial tricolor”, ou melhor, pela estabilidade.
Que assim seja!
ST.
