Classificados (por Alexandre Nogueira) – Coluna Wagner Aieta

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Classificados (por Alexandre Nogueira)

Não foi do modo mais tranquilo. Apesar de ser um clube sem tanta expressividade na Argentina, o Independiente Rivadavia é uma equipe que joga um bom futebol, de acordo com a proposta de jogo que utilizam.

A estratégia do Fluminense foi tentar controlar a posse de bola pra negar o ponto forte da equipe argentina, o contra ataque em transição rápida. A estratégia vinha dando certo, apesar da atuação apagada de alguns jogadores em campo, até o momento onde tudo acabou ficando mais complicado: A expulsão do Canobbio. E aqui vai vir o ponto que precisa ser discutido.

Há alguns textos atrás eu disse que parte do problema do Fluminense não é uma questão anímica ou tática de qualquer treinador. Mas de característica dos jogadores. Da falta de um tipo específico de liderança: A do jogador que SABE catimbar um jogo. Competições internacionais, ou mesmo Copas nacionais, sempre necessitam não só do futebol jogado, mas do saber irritar o adversário; saber não cair na pilha do adversário. E o principal: Saber conduzir a arbitragem.

Não temos este tipo de liderança no elenco. O que temos são jogadores que confundem dar chilique em campo com catimba. E isso foi um fator fundamental pro Fluminense ter disputado uma primeira fase tão ruim nesta Libertadores. E a partida de ontem voltou a deixar isto latente.

Querem um exemplo?

Houvesse um jogador experiente que soubesse realmente catimbar o jogo, ele não teria deixado a arbitragem ser conduzida a favor da equipe argentina. No momento onde os argentinos foram colocar pilha na arbitragem sobre aquele pênalti no lance do Ignácio (e justiça seja feita, aquele tipo de lance NUNCA seria usado pra validar um pênalti a favor de um clube brasileiro em qualquer competição continental), não havia nenhum jogador do Fluminense em volta, aplaudindo a decisão da arbitragem de não ter marcado o pênalti. De que serviria o apoio? Pra deixar o árbitro com a dúvida razoável a nosso favor. Isso faz diferença.

Vencer uma Libertadores não depende só de futebol. Mas também destes detalhes em campo.

Alexandre Nogueira
Núcleo Político da Frente Ampla Tricolor

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