Na pior atuação do Fluminense numa partida de Libertadores no Maracanã, empate salvador expõe omissão da diretoria mas essa ganha tempo para agir e lutar pela classificação.
Três chances claras de gol: as três do Rivadavia.
Nonato, como escolha para ser o armador.
Hulk, como ponta, armando para as ultrapassagens do defensor Guga atacar.
Martinelli, o melhor volante, pois controla a bola, afundado na saída, entre os zagueiros e sob marcação individual, errava tudo.
Castillo, entre os três zagueiros do time argentino.
Soteldo, que tem drible e verticalidade, era o único que sabia jogar futebol.
Hércules precisa do corredor. Contra retrancas, é necessário drible ou aproximação.
O time é um vão. Mal escalado, posicionado, corre errado, aumentando o desgaste físico e erros técnicos.
Três volantes com Castillo de pivô e Hulk, armando fora da área carimbou um Zubeldía atordoado.
O comandante argentino mostra-se, desde as eliminações na Copa do Brasil, passando pelo Carioca, um treinador que sente em jogos decisivos quando seu time precisa se impor e seu repertório tático é limitado para um treinador de clubes com esse nível de pressão externa.
O time, em campo, é um deserto de futebol. Sem jogadas ensaiadas. Sem organização e transições bem direcionadas, e cada um por si.
Enfim, tudo o que sabemos, vemos, alertamos.
O empate pode ser salvador se a diretoria agir e mexer onde ela pode e deve mexer, evitando a omissão diante de uma temporada de atuações medonhas: o comando técnico.
A conferir.
