Inconstância de ideias: o treinador é sintoma, não causa (por Alexandre Nogueira) – Coluna Wagner Aieta

Coluna Destaques Fluminense Futebol

Inconstância de ideias: o treinador é sintoma, não causa (por Alexandre Nogueira)

Ao assumir a presidência do Fluminense, M. Montenegro manteve Mário Bittencourt no comando do futebol, alegando sua “experiência”.

Os fatos, porém, contam outra história: desde 2020, o clube acumula decisões contraditórias, mudanças de rumo e ausência de um projeto consistente.

Em 2020, chegou Odair Hellmann, de perfil reativo e defensivo. O time nunca soube jogar quando precisava propor o jogo.

Em 2021, Roger Machado seguiu a mesma linha, repetindo os mesmos problemas.

Em 2022, veio a incoerência: contratou-se Abel Braga para implantar um futebol ofensivo, característica que nunca marcou sua carreira. Apesar do título estadual, o trabalho durou pouco.

Apenas com o retorno de Fernando Diniz, cuja proposta finalmente tinha identidade, o Fluminense reencontrou seu caminho e conquistou a Glória Eterna em 2023.

O título, porém, não mudou a gestão. Com arrecadação recorde, o clube realizou uma das piores janelas de contratações de sua história: investimentos desperdiçados, renovações de atletas em declínio e insistência em um projeto já esgotado.

Depois veio Mano Menezes, resgatando um futebol conservador. A permanência na Série A só aconteceu graças ao talento individual de alguns jogadores. Em seguida, novas mudanças sem critério: Renato Gaúcho levou o time às semifinais do Mundial e saiu; depois chegou Luís Zubeldía, com filosofia completamente diferente.

Em 2026, a saída de Thiago Silva sem explicações e novas contratações de capacidade duvidosa completaram o cenário de desalinhamento.

Hoje, muitos culpam apenas o treinador. Mas ele é sintoma, não causa. Não define contratações, não negocia salários, não escolhe onde investir milhões nem monta o elenco. Recebe um grupo formado sem critério técnico e precisa fazê-lo funcionar.

Enquanto a discussão não começar pela reformulação do departamento de futebol, qualquer mudança de treinador será apenas paliativa. O verdadeiro problema não está na beira do campo, mas na forma como o futebol do Fluminense vem sendo administrado.

No Fluminense dessas gestões, dinheiro na mão é vendaval!

Alexandre Nogueira
Núcleo Político da Frente Ampla Tricolor

https://www.instagram.com/p/DbbY5xrPeul/?igsh=anQwdWNjMHcybThv

Sobre o autor