O zagueiro Manoel acionou a Justiça do Trabalho contra o Fluminense e cobra cerca de R$ 11,8 milhões em indenizações e direitos trabalhistas. O jogador alega que o clube descumpriu a legislação esportiva ao não renovar seu contrato durante o período de recuperação de uma lesão no joelho sofrida em 2025.
Em outubro daquele ano, Manoel teve uma ruptura no menisco. Inicialmente, o Fluminense optou por um tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia. Sem evolução no quadro clínico, o defensor decidiu passar por uma intervenção cirúrgica, cuja recuperação estava prevista entre quatro e cinco meses.
Dois meses depois, em dezembro de 2025, o clube comunicou que não renovaria o vínculo do atleta. A defesa do jogador, no entanto, sustenta que a legislação esportiva prevê estabilidade contratual até a recuperação total do atleta lesionado, o que, segundo a ação, não teria sido respeitado pelo Fluminense.
Mesmo após o fim do contrato, Manoel seguiu autorizado pelo clube a utilizar o CT Carlos Castilho para realizar tratamento e manter a forma física.
Valores cobrados na ação
Segundo o processo, o zagueiro também cobra premiações e “bichos” supostamente pendentes, além de outros direitos trabalhistas e indenizações. Os valores pedidos são:
- Seguro desportivo: R$ 3,1 milhões
- Indenização por estabilidade: R$ 5 milhões
- Premiações e “bichos”: R$ 550 mil
- FGTS e férias atrasadas: R$ 1,2 milhão
- Honorários advocatícios: R$ 1,5 milhão
- Multa: R$ 261 mil
Manoel defendeu o Fluminense entre 2021 e 2025, período em que disputou 181 partidas e marcou 10 gols. Procurado, o clube informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o processo e, por isso, não comentará o caso neste momento.
FOTO: reprodução/ LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
