Jogadora do Fluminense sofre racismo e homofobia no Brasileirão Feminino; clube se manifesta

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A vitória do Fluminense por 2 a 0 sobre o Mixto, no último domingo (26), pela oitava rodada do Brasileirão Feminino, foi marcada por um episódio lamentável. A atacante Keké foi alvo de ofensas racistas e homofóbicas vindas das arquibancadas do Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá.

Segundo relatos, um torcedor chamou a jogadora de “crioula” e proferiu insultos homofóbicos. Imediatamente, atletas do Fluminense denunciaram o caso à arbitragem. A árbitra Adriana Costa Farias interrompeu a partida e acionou o protocolo antirracista da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), fazendo o gesto de “X” com os braços.

A Polícia Militar identificou o agressor, um homem de 66 anos. O caso foi registrado como injúria racial e relatado na súmula.

Em nota oficial, o Fluminense repudiou as ofensas e declarou apoio à atleta, reforçando o compromisso com o combate a qualquer forma de preconceito. O Mixto também se manifestou, classificando o episódio como inaceitável e afirmando que colabora com as autoridades.

Nota oficial do Fluminense

Na tarde deste domingo (26/04), o Fluminense se deparou com uma situação lamentável no estádio Eurico Gaspar Dutra, em Cuiabá, no Mato Grosso, na vitória sobre o Mixto (MT) pelo Brasileirão Feminino.

Durante o primeiro tempo, um torcedor proferiu ofensas racistas e homofóbicas à atleta Keké, um episódio que nunca deveria acontecer.

Após reclamações e uma ação coletiva das jogadoras, o protocolo antirracista foi ativado pela árbitra Adriana Costa Farias. O torcedor foi identificado pela Polícia presente no estádio e encaminhado para a delegacia no local.

O Fluminense prestou solidariedade e apoio à atleta, reforçando sua responsabilidade com a proteção e o respeito de todas as suas jogadoras. O clube informou que seguirá atento aos desdobramentos do caso e espera que o responsável pelas ofensas seja devidamente punido, nos termos da lei.

O clube reafirmou seu compromisso em combater qualquer tipo de preconceito. Atitudes como essa são inaceitáveis no futebol e na sociedade.

FOTO: reprodução/ MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.

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