Seis anos e meio – Por Rodrigo Amaral

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O quê você fez neste período? O que você projetou? Se é que você criou alguma meta para este período, qual você alcançou? Se martirizou por ter errado no afã de acertar? Redirecionou rotas, manteve o foco no objetivo ou mudou os planos, viu que a meta era impossível e deixou de lado? Pois é … Sonhos, perguntas, ações, resultados …. Resultados….. Já ouviu de alguém, que o que você conquistou foi sorte? Como se sentiu, o que pensou sobre essa narrativa?

SONHAR – PROFETIZAR – REALIZAR

Simples palavras que soltas tem um significado, mas quando juntas, ganham força, ganham direcionamento, enchem o peito de emoção, a cabeça de pensamentos e faz o corpo sair da inércia.

Nélson Rodrigues disse que o Fla-FLU nasceu 45 minutos antes do nada, e quando você sonha com algo desde criança e trabalha para que isso aconteça, e quando você vê essa oportunidade de realizar, você a abraça e simplesmente vai.. seria a mesma coisa que parafrasear nosso poeta Tricolor dentro de uma analogia? Pois é…fica ao seu critério.

Fomos Campeões da Libertadores em 2023, mas sabe quando esse titulo nasceu? 45 minutos antes do nada…. Como diz o Samba do meu Paraíso do Tuiuti, para o Carnaval 2026, CADA UM TEM SEU ORI e fica difícil mensurar o tempo, afinal ORUNMILÁ é a testemunha, o caminho está traçado e tudo tem seu tempo. Não ter vencido a eleição de 2016 para Presidente do Fluminense estava escrito, não era para acontecer, o momento era de perder, mas não quer dizer que Mario Henrique não tenha saído dela vitorioso, vi e registrei, mesmo com a não vitória no pleito, ele sair carregado nos ombros e ganhar força, não somente “nas internas” do clube, como na arquibancada e na mídia, era o ORI a seguir. Será que foi ali que o titulo nasceu? Ou foi quando ele se formou em Direito? Ou foi quando virou estagiário? Ou foi quando a Flusócio o fritou? Difícil identificar o momento, mas nada acontece por acaso, o teste da perseverança estava à prova.

O Fluminense era terra arrasada por uma gestão que não tinha comprometimento com o futuro, o Fluminense agonizava com dividas que só aumentavam a cada demissão de jogadores mal contratados que não davam resultado, nem desportivo, nem financeiro, eis que uma pressão interna fez com que se antecipasse a eleição de 2019 em seis meses, ORUNMILÁ esfregou as mãos, logo em seguida apertou a mão de GRAVATINHA e disse: “O ODÚ de Mario Bittencourt é OKANRAN” e com isso o que já havia sido escrito, seguia seu curso.

Após ser eleito o novo Presidente do Fluminense F.C., sim, erros aconteceram, mas os acertos cobriram os corações e os pensamentos dos torcedores fazendo esquecer dos Ourinhos deixados pelo caminho, mas pra quem já teve Marcelinho das Arábias e Eduardo Ratinho sem conquistar nada, isso não era mais lembrado e nem precisa ser, pois a história mostra que um time vencedor nasce daquele que não teve tanto sucesso.

Eu falei de ORI, e é incrível, alguns vão dizer que é sorte, outros no jargão popular, o chamaram e chamarão de “cagão”, mas não, isso é ORI… quando Hudson se contunde e André, até então preterido, fica e vira a maior venda da história do Clube, ou quando Ricardo Goulart era quase uma obsessão e não aceita a proposta, e German Cano é contratado, tudo conspira para atingir o seu ORI, assim como André e Árias foram convencidos a ficarem no Clube para conquistarem a Glória Eterna, assim como a insistência em John Kennedy, onde o talento e a rebeldia caminham de mãos dadas.

Chegamos ao fim da era Mário? Não sei, quem sabe? Como insisto, cada um tem seu ORI, mas o Pequeno Principe deixa seu reinado, após seis anos e meio, e um legado, um rastro que não pode ser apagado e mais que isso, ficará a cada dia mais forte, pois daqui a vinte, cinquenta, cem anos ele será lembrado, ele deu para o Torcedor do Fluminense a Glória Eterna e conquistou a Vida Eterna dentro da bolha futebol. Foram seis anos e meio que trouxeram o orgulho do torcedor de volta, voltamos a ter hegemonia nos clássicos, protagonismo Regional com um bicampeonato em cima do nosso maior rival, protagonismo Nacional e internacional, com conquistas e fazendo frente a clubes que não pararam no tempo e têm melhor estrutura que a nossa, voltamos à parte alta da tabela do brasileirão, chegamos próximos de finais que eram tidas como improváveis nos últimos anos, CONQUISTAMOS TITULOS. Vale pontuar que em 2019, quando assumiu o Clube, estávamos na Zona do Rebaixamento, mesmo assim conseguimos uma vaguinha na Sud americana, em 2020 batemos de frente com um poderoso Flamengo, atual campeão da Libertadores, vencemos a Taça Rio e fomos para a final do Carioca, além de terminarmos em 5º no brasileiro, conquistando a vaga direta para a fase de grupos da Liberta 2021. Na competição continental de 2021 chegamos até as quartas de final, além de novamente chegarmos na final do carioca e 7º do brasileiro, novamente classificados para a Libertadores, desta vez a fase preliminar, em 2022 um ano de afirmação, Titulo da Taça Guanabara e Campeão Carioca em cima do Flamengo, semifinalista da Copa do Brasil e 3º lugar do Brasileirão… será que foi ai que nasceu o titulo da Libertadores? Isso será sempre uma interrogação, Rs… chegamos ao ano de 2023, um bicampeonato em cima do Flamengo, como isso é bom, com direito a virada histórica, goleada de 4 a 1 e atuação de gala do ídolo, repatriado, Marcelo, o Título da Libertadores, o vice campeonato Mundial para o City, da lenda Guardiola, que ano do Flu… além do 7º lugar no brasileiro. 2024 chega com um pensamento de manter a ideologia que havia dado certo, o foco foi vencer o fantasma LDU, Campeão da RECOPA Sul-Americana, ufa… alivio, acho que nenhum Tricolor suportaria outro Maracanazo, mas como toda reestruturação,  realinhamento de rota, 2024 teve muitas turbulências, obrigado Mano, apesar do campeonato de recuperação no brasileiro, que foi um sufoco, cair nas quartas de final da Libertadores pro Atlético-Mg, que chegou até a final, teve um gosto muito amargo, mas me pareceu necessário, não sei se o Fluminense suportaria duas competições, sendo que uma era com a necessidade de sobrevivência na serie A, passamos por este ano com arranhões leves… 2025 nasce com uma nova final no Carioca e no meio do ano vivemos um período intenso e maravilhoso dos jogos da COPA DO MUNDO DE CLUBES FIFA, o patinho feio mostrou que poderia se transforma num belo cisne, os outros 3 brasileiros chegavam com muito mais holofote à competição mundial, investimentos astronômicos da SAF Botafogo, Flamengo com muitas peças de renome e um time equilibrado e o Palmeiras pragmático e intenso de um Abel Ferreira incontestável, o Fluminense do folclórico e ranzinza Renato Gaúcho, fez lembrar o time de 1983, o timinho que fez o que fez, era um elenco fechado, de operários, um time sábio, não tentou fazer o que não sabia, um time que entendia suas limitações e suas possibilidades, o Fluminense NUNCA SE ACOVARDOU nesse Mundial, além de vencermos a Inter de Milão, mantivemos a escrita de jamais perder para time italiano, poxa João Pedro, você hein… terminamos em 4º LUGAR, muito comemorado e que nos deixou orgulhosos. O ano ainda não acabou, hoje lutamos pela 5ª colocação e teremos casa cheia, ainda teremos dois jogos pela semifinal da Copa do Brasil, clássico contra o Vasco, tudo pode acontecer, inclusive nada, mas ninguém pode dizer que o Fluminense não figurou como protagonista.

Assim o Ciclo se fecha, ou não… mas uma frase tem que ser dita, até por quem tem algo contra ele:

OBRIGADO MÁRIO!

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