ENTRE A DISRUPÇÃO E O PERFUME BARATO – Coluna Antonio Gonzalez

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ENTRE A DISRUPÇÃO E O PERFUME BARATO (por Antonio Gonzalez)

Em menos de 60 horas termina, como presidente, a era Mário. Meus 2 leitores conhecem a malquerença que nos separa. Fui seu mais fiel adversário, sempre com autenticidade e ética. Nunca joguei sujo.

Discordo da fuga do voto online, do aparelhamento, de certas diretrizes financeiras, da falta de debate real sobre o modelo SAF, da omissão do Conselho Fiscal, da homologatividade do Deliberativo, de contratações e vendas desnecessárias, e da teimosia com treinadores — 2024 deveria ter sido manual.

Mas seria injusto ignorar virtudes. Acompanho o Flu desde os 7 anos; vi Laport, Frias, Horta, Vasconcellos, Kelly, Schwartz, Egypto, Chaves, Santhiago, Gil Carneiro, Barcellos, Fischel, Horcades, Peter e Abad presidirem o clube. Nenhum teve sorte como aliada. O Mário teve — e ela trouxe títulos, com atuações de gala do eterno Gravatinha. Voltou o sorriso do torcedor, a arquibancada vibrante e jogando, voltou a exigência. Com ela o resgate da idolatria, trazendo de volta quem não deveria ter saído. E de, principalmente, uma área jurídica realizadora.

O erro desta eleição é desqualificar o M.Montenegro. No jogo político vale criar o bebê Reborn, mas ignorar seu currículo profissional e seus resultados como VP Geral é tolice. Há ali uma pedra a lapidar, com luz própria — que só precisa entender seu papel no jogo político.

Do outro lado, A.Arraes — de boa índole, e ponto. Vive uma fantasia populista, desconectada de fatos, com propostas abstratas dignas de aplicativos gratuitos. Transpira ódio. Uma “festa estranha, de gente esquisita”, com ex-BBBs na típica Volta dos que não Foram, apresentada pelo faz-tudo de Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos.

Já escrevi: ideologicamente pertenço à linhagem do eterno Júlio Bueno. E, não sendo traidor à causa, sigo ao lado dos pensamentos de Diogo Bueno, Cacá Cardoso, M.Pachá, L.Renha, P.Bhering, E.Moraes, G.Maurity, S.Hagen, B.Carril e outros. Isso não negocio. Todos têm em comum não tolerar perfume barato.

Que vença o melhor — desde que seja o FFC e que entenda que deve governar para todos.

ENTRE A DISRUPÇÃO E O PERFUME BARATO, EU FICO COM O FLUMINENSE.

Antonio Gonzalez

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