Qual o impacto no Fluminense se uma oposição cata-cata vencer essa eleição? (por Crys Bruno)

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Olá.

Desde que Mário assumiu a presidência, junho de 2019, e fez a escolha de manter o diretor de futebol do seu antecessor e “opositor”, Pedro Abad, senti um baque, caiu mal, mas mantive o voto de confiança já que o futebol é um ambiente fechado, etc, etc.

Esperei.

O que mais temia iniciara-se já na janela do meio do ano: contratações de futebolístas híbridos: um “medalhão” em curva descendente, um ex-Xerém “repratiado”, refugos e mediocridade: os mais simbólicos foram Lucão do Break e Ourinho.

A justificativa era mais ou menos razoável pois assumiam no meio da temporada.

Então na sua 1° janela, foram treze, com destaque negativo para os refugos de um Cruzeiro (recém-rebaixado).

O perfil desastroso manteria-se: contratações aos borbotões, com grande maioria de futebolistas aquém do aceitável.

Ali, eu iniciei uma avaliação crítica à Gestão Mário: elenco montado com excesso de mediocridade, pouco ou raro aproveitamento de Xerém, vendas barateadas, apostas e um e outro “medalhão” em curva descendente.

Em 2021 e 2022 , Mário já havia contratado trinta e nove jogadores, entre eles: Felippe Cardoso(A), Danilo Barcelos(LE), Lucca (A); Wellington (V), Bobadilla (A), Rafael Ribeiro (Z); Cris Silva.(LE) Pineida (LE) Marrony (A), Alan (A) W.Bigode (A).

Trinta noves jogadores para que uns cinco dessem algum retorno. Uma margem de erro imensa, inaceitável e temerária para um Fluminense devido ao aumento de custos com salários.

Senhoras, senhores, na eleição de 2022, portanto, uma oposição minimamente comprometida/preocupada com o futebol do Fluminense e, não com questões pessoais, já tinha um arcabouço para enfrentar e vencer a gestão Mário/Angioni.
Mas fugiram da raia, deixando Rafael Rolim, sozinho.

Ainda acerca da Gestão Mário/Angioni: nem mencionarei as vendas barateadas ou sabotagens por minutagens de uma penca de Moleques de Xerém.

Mas uma oposição Instável, desunida, insustentável, frágil e repleta de atitudes súbitas, destemperadas está de volta após a debandada em 2022.

Resultado?

Mário Bittencourt foi reeleito. Com direito a capote!

A grande esperança da torcida, Pedro Antônio, nos abandonou, entregando ao Mário a sua reeleição.

E “os fugitivos” voltaram! Vejam vocês!
Daquela mesma maneira: parecendo montagem de elenco do Mário/Angioni e esse associativo: um cata-cata sem critério e clareza.

O projeto? Os planos? Como executá-los? Com quem? Quem será o diretor de futebol? Quem será o CEO? Terá SAF? Como o Fluminense sobreviverá sem SAF? Se tiver SAF, debater? Mas “o Fluminense tem pressa!” Qual o perfil da SAF seria? Como fará com o elenco? Qual perfil de jogo, técnico?

Tudo solto.

Um portfólio com os mesmos pontos e promessas (com a novidade de cuidar do paisagismo da sede e consertar as cadeiras do Maracanã), unido aos ataques fáceis e discurso puritano contra um gestor com muito tempo de clube, por isso, muitos erros – mas títulos – no entanto, sob desgate da sua imagem com a gente, a torcida.

Pergunto-me: – Mas o que farão para “profissionalizar” o departamento de futebol do Fluminense quando sequer conseguem organizarem-se entre eles? Qual cimento será usado e o que construírão de maneira objetiva e com clareza para o Fluminense se nem uma oposição conseguiram, imagine uma administração que exige decisões, escolhas, atitudes?

O Fluminense tem uma oposição que exige transparência, utiliza termos empresariais como “compliance” mas, sequer entrega posicionamentos e sustenta-se. E isso me deixa apavorada! É a mesma instabilidade que vi, vivi e senti dos anos de 1990.

Por tudo isso, por essa mais difícil e espinhosa questão para se consertar em qualquer área e aspecto da vida (a instabilidade), vejo que uma vitória do Dr. Ademar aumentará ainda mais os riscos acerca de 2026 e próximos anos.

Por mais boa pessoa que o Dr. Ademar seja, se eleito, teremos mais do mesmo: instabilidade, pessoas pulando do barco, o Fluminense à deriva.

E como enfrentarão o cenário atual? Como a reunião de pessoas instáveis imporá respeito com adversários às mesas de negociações, nas Ligas, instituições (CBF, FERJ, TV’s), e nos tribunais que governam os rumos de tudo em nosso futebol?

E concluo que, apesar da minha avaliação crítica à Gestão Mário, devo ao nosso Fluminense considerar que Mário possui uma credencial qual coloco como fator primordial e decisivo nesse momento, considerando o atual cenário, decidindo ouvi-lo e seguir sua orientação muito mais do que perder tempo com seus instáveis opositores:

o seu conhecimento jurídico-administrativo, qual a real situação do Fluminense e a melhor maneira de resolvê-la.

Mais ninguém por lá sabe mais do que ele e nem tem a coragem que ele tem, o perfil é de fuga, de pular do barco. Sejamos realistas e criteriosos!

A eleição, no próximo dia 29 de novembro,
é sobre um urgente choque de gestão – de verdade, sem blá, blá, blá – para resguardar a intuição Fluminense nos moldes da lei – por fortalecimento político e, justamente, certa estabilidade, para sobreviver e competir.

Mário poderia continuar muito mais anos e anos exatamente sob o Modelo Associativo.

Se ele está me dizendo que prefere virar um contratado (se for) e que chegou a hora do choque de gestão, conhecendo como ele conhece os movimentos, os “players” e bastidores do futebol neste crítico e perigoso atual cenário, eu não hesitarei e o seguirei.

Mário passa.

O Fluminense é quem não pode ficar para trás!

Não fujam, tricolores.
Coragem!

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