Após o empate sem gols entre Santos e Fluminense, no último domingo (31), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, o técnico Renato Gaúcho reconheceu o desempenho abaixo do esperado, mas valorizou o ponto conquistado fora de casa.
O treinador explicou as entradas de Otávio, Thiago Santos e Igor Rabello, afirmando que as fez para proteger o time das bolas aéreas que Vojvoda, técnico do Santos, tentava explorar ao colocar mais atacantes em campo.
— O Vojvoda começou a colocar atacantes, o Santos começou a empurrar a gente lá para trás, alçar bolas na área. É óbvio que o treinador vai colocar mais um jogador alto para não tomar gol de bola parada. Chega um momento em que é preciso saber sofrer. Coloquei o Igor para evitar um gol de bola parada, que acabamos sofrendo mesmo com ele em campo — esclareceu.
Renato também destacou o desgaste físico do elenco, explicando que o Santos teve a semana inteira para descansar, enquanto o Fluminense enfrentou um jogo muito físico no meio da semana, contra o Bahia.
— Não sei se vocês perceberam que meu time já estava cansado desde o primeiro tempo pelo desgaste, que muita gente não entende. Eu troquei praticamente só três jogadores no jogo contra o Bahia, que foi um jogo pegado, sofrido, corrido. O Santos ficou a semana toda esperando a gente. Por isso que meu volante pediu para sair, o outro tinha amarelo — declarou.
As escalações de Santiago Moreno e Lucho Acosta também foram justificadas pelo cansaço físico dos titulares, e ele destacou a boa adaptação de Moreno, que jogou como titular pela primeira vez.
Com quatro dias de folga devido à Data FIFA, Renato espera recuperar o grupo fisicamente e mentalmente antes do confronto decisivo contra o Bahia, no Maracanã, no dia 10, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.
FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
