O Fluminense encerrou sua participação no Mundial de Clubes com três triunfos, dois empates e uma única derrota. A equipe se despediu do torneio nesta terça-feira, ao ser superada pelo Chelsea por 2 a 0 na semifinal da competição.
Sobe
Renato Gaúcho: já contava com prestígio entre os jogadores e a torcida, mas retorna ao Rio de Janeiro ainda mais valorizado do que quando partiu. Demonstrou boas estratégias ao longo do torneio, soube ajustar o esquema tático quando necessário e venceu confrontos técnicos importantes diante dos treinadores de Borussia Dortmund, Inter de Milão e Al-Hilal, por exemplo. Foi o grande protagonista do Fluminense nesta edição do Mundial de Clubes.
Hércules: chegou à competição cercado de dúvidas, mas retorna ao Brasil em alta. Marcou gols decisivos contra a Inter de Milão e o Al-Hilal, manteve um desempenho consistente durante toda a campanha e passou a ser visto como uma das grandes promessas para evoluir ao longo da temporada.
Ignácio: assumiu a titularidade a partir da terceira rodada da fase de grupos e voltou a mostrar que tem potencial para ser peça fixa no time. Atuando ao lado de Thiago Silva, fez partidas impecáveis contra alguns dos ataques mais perigosos do torneio. As dúvidas que pairavam sobre ele parecem ter sido superadas — o zagueiro demonstrou muito mais confiança.
Jhon Arias: eleito pela FIFA o melhor em campo em quatro das seis partidas disputadas, o colombiano foi o jogador mais constante do Fluminense no Mundial de Clubes. Seu choro após a eliminação comoveu os torcedores. Já era um dos principais nomes do elenco, mas agora ganhou visibilidade internacional com seu talento.
Fábio: reforçou ainda mais sua condição de ídolo no Fluminense. Foi decisivo nas classificações contra Inter de Milão e Al-Hilal, acumulando defesas espetaculares ao longo do torneio — tudo isso às vésperas de completar 45 anos. A campanha até a semifinal passou, em grande parte, por suas mãos.
Thiago Silva: exerceu com maestria o papel de líder da defesa tricolor. Foi um dos grandes destaques do Mundial de Clubes, elevando o desempenho dos colegas ao seu redor. Recebeu elogios em todas as partidas que disputou — algo que já virou rotina, mas que merece ser destacado. Com atuações tão sólidas, pode ter dado um passo importante rumo ao seu retorno à Seleção Brasileira.
Freytes: tudo o que se disse sobre Ignácio também se aplica a Freytes. Atuou com excelência no esquema com três zagueiros e já vinha se destacando mesmo quando jogava apenas ao lado de Thiago Silva. Marcou um gol importante contra o Ulsan e chegou a ser elogiado publicamente pelo ícone italiano Marco Materazzi.
Martinelli: conquistou de vez a confiança da torcida. Teve atuações de alto nível, marcou um golaço diante do Al-Hilal e ganhou espaço com o técnico Renato Gaúcho. Para quem o acusava de desaparecer em jogos decisivos, respondeu em campo: foi um dos destaques nos confrontos contra os europeus e também diante do poderoso Al-Hilal.
Não mudou
Samuel Xavier: apresentou boas atuações em algumas partidas que participou, mas enfrentou problemas físicos durante o Mundial de Clubes. Assistiu Guga entrar em campo em algumas partidas e acabou desfalcando o Fluminense na semifinal.
Renê: demonstrou que é o titular da lateral e está à frente de Gabriel Fuentes na disputa pela posição. No aspecto defensivo, teve desempenho sólido e manteve a regularidade que já é característica sua.
Deixou a desejar
Everaldo: embora tenha tido uma participação melhor que Cano em algumas partidas, ainda assim seu desempenho não foi suficiente para merecer grandes elogios. Foi importante do ponto de vista tático em vários momentos, mas precisa evoluir para provar que pode ser o centroavante titular do Fluminense. Ao menos, espera-se que marque gols.
Desce
Cano: marcou um gol crucial contra a Inter de Milão. No entanto, a participação de Germán Cano na Copa do Mundo de Clubes ficou abaixo do esperado. Teve dificuldades nos jogos com maior intensidade física, pouco conseguiu dar continuidade às jogadas ofensivas e foi substituído na maioria das partidas. Apresenta melhor condição física, mas ainda comete muitos erros técnicos.
Ganso: começou como reserva e acompanhou o Fluminense jogar melhor. Quando entrou como titular, na partida contra o Ulsan, foi substituído ainda no primeiro tempo, com o Tricolor perdendo por 2 a 1 no intervalo. O meia número 10 não voltou a entrar em campo e demonstrou que ainda não alcançou o desempenho esperado em jogos de alta intensidade física e competitiva.
