Adeus Z4.
Cristian Oliveira
01/06/2024
O Fluminense entra em campo hoje às 18h30min para encarar o Juventude no Maracanã,
partida válida pelo campeonato brasileiro. A equipe gaúcha chega para esse jogo depois de
mais de um mês sem pisar nos gramados por conta da tragédia no Rio Grande do Sul. É difícil
fazer qualquer avaliação sobre o Juventude depois de tudo que aconteceu por lá. Como está a
parte emocional dos jogadores? Como está a preparação física? O ritmo de jogo certamente
foi perdido, é garantida a vitória do fluminense? Absolutamente não. Somos favoritos, mas
isso deve ser provado dentro de campo, é levar a partida a sério, imprimindo um ritmo
acelerado desde o início, com troca de passes rápida, marcação alta, fazendo a equipe gaúcha
sentir desde cedo que apesar de toda preocupação que temos com o povo do Rio Grande, isso
ficou fora de campo, lá dentro é faca nos dentes em busca dos três pontos.
O Juventude virá ao Maracanã no 4.3.3, dessa forma o técnico Roger Machado armou sua
equipe para os dois amistosos que fizeram, durante essa paralisação. A equipe certamente
jogará no contra ataque, visto que a falta de ritmo impedirá de exercer uma marcação pressão
fora de casa, a meu ver, seria uma tática suicida contra o Fluminense. Provável que joguem os
onze atrás da linha da bola, com Erick Farias fazendo o primeiro combate na frente, depois
uma linha de cinco no meio campo, com os dois pontas Marcelinho e Lucas Barbosa voltando
um pouco. Mais atrás, a tradicional linha de quatro. A bola parada deve ser levada muito a
sério pelo Flu, escanteios com Nenê na bola, requer muita atenção, assim como as faltas perto
da área.
É hora de sair logo dessa posição incômoda. O Fluminense precisa voltar a olhar para cima,
acumular boas notícias como foi dito na última coluna, e começar de fato o ano de 2024.
Ao Juventude e todo povo gaúcho, minha solidariedade. Antes de torcer para que os clubes do
RS tenham condições de entrarem em campo, nossa torcida vai para que todas as pessoas
afetadas por essa tragédia, consigam ter dignidade novamente.
foto Lucas Merçon
