Antigo auxiliar do técnico José Mourinho no clube espanhol, José Morais disse ao ESPN.com.br que guarda com muito carinho as três temporadas nas quais conviveu com o brasileiro.
“Craque mesmo era o Marcelo! Joga muito! É uma alegria ver aquele jogador. Ele é uma alegria como pessoa. A forma como trata a bola, joga, brinca e ri. A forma como encara o jogo com naturalidade e o controle da bola. Lembra um pouco o espírito do Ronaldinho (Gaúcho). Ele jogava sorrindo. Lembro sempre com muito carinho”, disse.
Além da alegria, o lateral-esquerdo era conhecido por ser uma pessoa agregadora e que gostava de receber de forma gentil os recém-chegados ao clube.
“Tenho pena que não esteja mais perto de mim porque viver a energia dele era fantástica. Todo mundo deveria viver a alegria dele. O Marcelo deu muito apoio aos jogadores brasileiros mais jovens que chegaram ao Real naquela época como o Casemiro e o Fabinho. É um espirito diferente, eu sempre ria com ele. Tudo em volta dele virava história e ‘resenha’, como vocês dizem no Brasil”.
Juntos, eles venceram uma Copa do Rei, uma LALIGA e uma Supercopa da Espanha, quebrando a hegemonia do Barcelona, comandado por Pep Guardiola, que tinha Lionel Mess como principal jogador. José Morais saiu em 2013 do Real e passou por vários clubes até virar treinador do Sepahan, do Irã.
Marcelo ainda permaneceu até o meio do ano passado no Santiago Bernabéu e teve uma passagem rápida pelo Olympiacos, da Grécia, antes de acertar com o Fluminense, no qual foi formado.
E o retorno ao Brasil não poderia ter sido melhor: em poucos meses, o lateral-esquerdo venceu o Campeonato Carioca sobre o Flamengo e a inédita CONMEBOL Libertadores. Aos 35 anos, ele fez 27 jogos pelo Fluminense, marcou dois gols e deu uma assistência.
foto Lucas Merçon
