
“‘A Máquina’ e ‘A Batalha de Austerlitz’”
Como fiquei muito afastado deste prestigiado canal, ainda tenho prosa para colocar em dia com meus amigos.
Sempre imaginei a reação do Sr. Mário Bittencourt diante do espelho, ao acordar. Seria algo do tipo: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais inteligente (bonito, sagaz, competente, etc) do que eu”. Na hora, ele deve acionar um dispositivo, qual o “Alexa”, que, de pronto, responde: “Tu és o maior entre os maiores, o ungido entre os ungidos”.
Não há maneira melhor de um vaidoso extremado começar o seu dia.
Na esteira das retumbantes vitórias contra Flamengo e River Plate, o Sr. Mário Bittencourt foi ao paroxismo de sua megalomania, ao insinuar – o que de, per se, já é um acinte – uma comparação entre o atual time treinado pelo Fernando Diniz com “A Máquina”. Aliás, pareceu desconhecer – não duvido nada – que houve a “Máquina de 75” e a “Máquina de 76”.
Embora o Sr. Mário Bittencourt não tenho esclarecido a qual “Máquina” se referia, é descabida, à décima potência, a comparação com qualquer uma delas. Como o é a gestão dele vis-à-vis a de Francisco Horta.
Percebendo que se atolava em suas próprias palavras e vaidade, o Presidente do Fluminense tentou remediar a estultice pretextando que não vira “A Máquina” jogar. Deveras, pela idade, o Sr. Mário Bittencourt não assistiu ao desfile de craques com o qual fui agraciado – fato que me leva a repelir marronys, caios, giovanis, moldávias e quejandos.
Isso, no entanto, não lhe concede, Sr. Presidente, imunidade para falar asneiras para as suas “marionetes” adestradas. Aliás, numa expressão dos oitenta, o senhor passa a impressão de que “… bate palmas para maluco dançar…”.
Afinal de contas, Sr. Presidente, eu também não era nascido em 1805, mas sei que “A Batalha de Austerlitz” foi mais significativa para a História contemporânea que a “Batalha dos Aflitos” (2005) – com todo o respeito à torcida do Grêmio.
Como toquei de raspão no marcante Imperador francês, recomendo-lhe cuidado com a evolução da inteligência artificial generativa (IA). Periga surgir uma “Alexa 10.0” que, em resposta às suas perguntas da manhã, deixe assentado: “Tu és Napoleão… de hospício”.
Saudações Tricolores.
O texto é de total responsabilidade do autor.
