Felipe Melo analisa o clima que espera o Flu: ‘ será bem hostil’ ,leia na íntegra!

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Felipe Melo foi o escolhido do Fluminense para dar entrevista coletiva na semana da decisão. Na tarde desta terça-feira, após o treino da manhã, o experiente volante de 39 anos falou com a imprensa sobre o jogão da próxima quinta, às 20h (horário de Brasília), na Neo Química Arena, onde já jogou várias vezes quando defendia o Palmeiras. E respondeu sobre o que clima que espera o Tricolor lá:

– Vai encontrar um dos maiores clubes do continente, uma das maiores torcidas do continente, um ambiente super hostil. Mas o Fluminense é considerado time de guerreiros, então está acostumado com essas situações, é fazer o que temos feito, respeitar o Corinthians. Acho que o maior respeito é entrar em campo e dar nosso melhor.

– A torcida faz diferença, e lá é bonito de se ver, é o estádio todo gritando, mas isso é bom para o jogador, o atleta gosta disso. Lembro quando estava no Palmeiras fomos jogar na Bombonera, o estádio tremia, e nós ganhamos de 2 a 0. A semifinal contra o Atlético-MG foi a mesma coisa, primeiro jogo não tinha torcida, mas no segundo tinha, empatamos e classificamos. Jogador de time grande gosta de jogar jogo grande, de chegar no estádio e ver o torcedor fazendo a festa. Por mais que seja contra, é bom, eu gosto, me amarro. E com certeza vamos estar bem preparados na quinta-feira.

Questionado se substituirá André, o volante disse ainda não saber e fez um desabafo:

– A possibilidade, pergunta tem que ser feita para o Diniz, eu estou à disposição. (…) Eu quero participar sempre, né? Vejo até algumas pessoas mandando mensagem para mim, essa interação que tenho com os fãs e quem não é tão fã assim, que mandam mensagens seja criticando ou não, dizendo que estou fora já tem tempo… Eu tive uma lesão complicada, e confesso que lembro dela com muito orgulho, porque foi a lesão que nos deu a primeira vitória na final do Carioca. Com cinco minutos tive um problema sério no menisco, era para eu ter saído, continuei no jogo até o final, aquilo piorou a situação, foi para a cartilagem.

– Agradeço a Deus por estar em um clube que me dá totais condições para me recuperar. De repente se é outro jogador teria até desistido por causa das dores, mas estou no clube certo. Os fisioterapeutas, médicos, são de um nível muito elevado, por isso a cada dia que passa tenho melhorado, mas ainda falta. Tenho pagado um preço importante a cada dia, seja de dor, de muito treino, para estar junto do time. Lembro com orgulho porque deu certo. Infelizmente o preço que paguei foi essa lesão. Estou melhorando a cada dia, não sei se vou jogar, estou à disposição. Se entrar jogando vou dar meu melhor como sempre, e se o Diniz optar por colocar outro no lugar estarei ali torcendo, fazendo tudo que sei de melhor para meus companheiros entrarem em campo e juntos trazermos essa vitória.

OUTRAS PERGUNTAS

Postura contra o Corinthians

– Eu sou um cara que faço todos os jogos para mim como uma decisão. Acho que o o grupo tem que entrar em campo entendendo que para fazer a história depende muito desse jogo. O Fluminense foi campeão dessa competição uma vez, eternamente os atletas que estavam aqui vão ser lembrados. Se a gente quiser continuar colocando a nossa latinha no mural lá no Maracanã e aqui no CT, como já aconteceu depois do primeiro semestre, nós temos que encarar o jogo como uma decisão. Parece clichê falar isso, mas é entender que do primeiro minuto até o apito final não podemos em nenhum momento deixar com que a gente se perca, seja no foco, concentração, e sobretudo nos detalhes, que fazem a diferença em grandes jogos. Faz você perder e ganhar título.

Torcida do Corinthians

– Bom, para mim em São Paulo a melhor torcida é a do Palmeiras, que grita os 90 minutos. Mas a do Corinthians faz uma diferença enorme também, é diferenciada. Eu tive oportunidade de jogar decisão ali, jogos importantes contra o Corinthians, e realmente eles fazem diferença fora de campo. Dentro de campo somos nós que jogamos. Tive oportunidade de ganhar o primeiro jogo da final do Paulista lá, mas também já perdi alguns jogos ali. É entender que é final, decisão, para um clube que quer ser campeão tem que saber jogar fora de casa. Jogamos contra o Palmeiras esse ano, conseguimos um empate e poderíamos ter ganhado fora de casa. Jogamos contra outros grandes clubes fora e tivemos resultado positivo. Mas também trazer à memória alguns jogos fora que não concluímos bem.

– Por exemplo, na Libertadores fizemos o resultado em casa e perdemos fora a classificação. Já perdemos alguns jogos fora que estão fazendo muita falta no Brasileiro. É pegar os números que estamos bem, mas também lembrar aquilo de errado que já fizemos, e levar para dentro de campo. Tirar os erros, continuar com os acertos e tentar melhorar. Não temos margem de erro, é vencer ou vencer, não tem outra opção. É entrar focado, entendendo os mínimos detalhes. A torcida pode fazer diferença, de repente eles gritando podem ser o combustível para o time deles, de fazer pressão alta, mas estamos trabalhando bastante para entrar em campo e trazer essa classificação.

Semelhanças e diferenças de André

– Não gosto de ficar fazendo comparações, o que o Felipe faz, o que o André faz… Eu creio que é uma pergunta para se fazer ao treinador ou alguém de fora. Prefiro me esquivar dessa pergunta. Eu tenho algumas coisas boas, outras que tenho feito melhor. O André é um menino que tenho muita consideração não só dentro do Fluminense, no âmbito profissional, mas considero um filho fora daqui também. Esses dias eu encontrei a esposa dele saindo do Maracanã e ela me perguntou: “Cadê seu filho”? Falei: “Meu filho não veio ao jogo”. E Ela: “Não, o outro (risos)”. Se referindo ao André. Tenho muito carinho por ele, sou suspeito para falar do potencial que ele tem para chegar aos grandes clubes europeus e também na seleção brasileira.

foto Mailson Santana

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