NUNCA FOI SÓ FUTEBOL!

Olá, Guerreiros!
Hoje não falarei exclusivamente para tricolores, apenas sobre bola em campo ou gestão. Tentarei aliviar um pouco meu coração com mais uma homenagem ao meu filho e em especial uma exaltação à magia do futebol!
Em 26/06/2003 segurava meu filho em meus braços pela primeira vez. Não tinha dimensão do quanto ele me preencheria de amor e daria razão para todos os passos da minha vida. Minha única certeza é que ele já sairia do hospital com armadura do FFC e que em breve estaria nos estádios comigo.
E quem nos conheceu juntos sabe do que estou falando…vivemos de tudo que há numa relação entre pai e filho, com seus erros e acertos, cobranças e aplausos, mas sempre com sinergia plena acompanhando nosso tricolor, seja no RJ ou fora dele, quando era possível.
Em 11/06/2022 saímos juntos do Maracanã cantando efusivamente o hino após uma derrota. Obviamente não sabíamos, mas seria a última vez e precisava ser de um jeito onde ficasse marcado que o “sentimento é maior que o placar”, que “nunca foi só futebol”.
Horas antes dessa partida o deixei radiante. Comprei passagens para irmos a BH para o duelo da Copa do Brasil contra o Cruzeiro em 12/07/2022, divulguei nos grupos que participávamos juntos dizendo que em 2019 eu estava lá sozinho, saímos de um jogo épico eliminados, mas que dessa vez seria diferente, pois teríamos do nosso lado Fábio e Fred, mas principalmente meu grande tesouro comigo. Ele ficou muito vaidoso!


Horas depois começava a maior tempestade da vida de um ser humano. A dor não cabe em palavras. Até os sonhos mais bonitos machucam. Não fosse tanto amor, amizade e alguma força que ainda consigo extrair divina, não estaria de pé para receber tanto carinho nas despedidas, onde além de familiares e amigos, gostaria de agradecer em público aos Srs. Ricardo Conceição e Mario Bittencourt, tanto pela homenagem no velório, quanto pelo minuto de silêncio no Maracanã, nossa segunda casa.
Preciso agradecer muita gente e com um pouco mais de tempo vou me fortalecendo para tal. Mas aqui, farei dois agradecimentos bem pontuais:
- Fred, eu e meu ainda pequeno, estávamos na sua estréia contra o Macaé em 2009 e em praticamente todos os momentos marcantes que você teve com nossa armadura. Você nos trouxe muita alegria, ídolo;
- Manoel, você foi o escolhido por Deus para me trazer algum calor no coração com seu gol da vitoria neste último domingo. Para a mídia, para os torcedores e talvez até pra você, sua obra de arte foi algo improvável, mas pra mim, não!
14 dias após a despedida, domingo, 26/06, estaríamos comemorando os 19 anos do meu tesouro. Não havia celebração, apenas choro ao tentar acompanhar pela TV a partida. O futebol, em especial o Fluminense, foi e sempre será nosso principal ponto de encontro. Se hoje não mais fisicamente, isso não mudará pela presença de espírito e o amor que transborda em meu peito.
Manoel, seu gol ontem não foi apenas obra do seu excelente trabalho. Seu gol ontem foi um presente orquestrado pelos Deuses do futebol. No dia 26/06 mais sofrido de minha vida, eu já olhava para sua camisa durante toda partida e sabia que do número “26” viria “inexplicável”, viria a prova de que “nunca foi só futebol”.
Buscarei em breve ter uma camisa “26” do Manoel, que pra mim, entra no hall daqueles ídolos que jamais esqueceremos, e nem sempre por gols e títulos.
Buscarei também forças para estar no Mineirão 30 dias após a despedida, voltando com a classificação, como fora profetizado ao anunciar que estaríamos juntos lá. Não sei se consigo controlar tanta emoção, mas tentarei ir para senti-lo comigo nesse último plano feito pra nós dois.
Manoel, “nunca foi só futebol”, e você com sua camisa 26 nesse último dia 26 só reforçaram isso. Muito Obrigado!
Filho, “Te levarei no peito; desde o berço até….o Reencontro”!
Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

Realmente a história de vcs sempre esteve ligada ao Fluminense. Ali a parceria extrapolava a ligação de pai e filho. Ia além. E era lindo de se ver. Agora aqui confesso q eu, flamenguista, em uma casa de flamenguistas, em todo Fla x Flu torcia intimamente pelo empate. Para agradar às filhas e ao marido e a vcs 2 tb (irmão e sobrinho). E qdo o Fluminense jogava com qq outro time, eu virava tricolor só por vcs. Pela alegria de vcs q sempre foi linda de se ver. Continuarei torcendo. O Fluminense de alguma forma continua ligando vcs. Se nesse momento não é pela alegria de outras épocas, q seja para te ajudar a encontrar forças para seguir. Realmente “nunca foi só futebol”. Te amo, irmão!
Emocionante irmão
Meus olhos se encheram de lágrimas a cada parágrafo.
Conte sempre comigo!!!
Rafael, pessoa com a qual tive o privilégio de conviver em virtude de questões profissionais, que levaram a formação de uma amizade, pela qual tenho enorme apreço.
Lamento do fundo do meu ser, pela enorme e indescritível perda…. Nada maior e mais importante que um filho. Mas, como você mesmo me disse uma vez, em outra oportunidade…. “Papai do céu sabe de tudo e está sempre olhando por nós”…
Então, assim peço que vc continue vendo as coisas….. Afinal de contas, todos nós somos seres finitos… uns com jornada mais longa, outros com jornada mais breve…
Mas uma coisa tenho certeza, não tenho dúvidas que seu filho tinha e continua tendo muito orgulho em ter um pai maravilhoso como vc e a partir de agora será um anjo cuidando da família “Castro”.
Primo querido, quanto amor e momentos maravilhosos com seu tesouro Pedro!
Luz sempre para o menino tricolor Pedro e que Deus alivie seu coração daqui até o reencontro de vcs !
Com todo meu amor e carinho ,
Flavinha
Eeeeeita que deu um nó no peito aqui! A relação de vcs sempre foi e sempre será uma das mais lindas que vi entre pai e filho, primo.
Esse amor transborda e alimenta um pouco mais o mundo com a luz que ele traz.
Amamos vcs.