A Reunião contou com a presença de 24 clubes da série A e B, nesta segunda-feira 16.05.22, no Rio de Janeiro, no Hotel Nacional (patrocinador do Fluminense) e das consultoras Alvarez & Marsal e LiveMode, para terem um estudo aprofundado a respeito das divisões de verbas em uma futura Liga do Brasil. O tema é motivo de discórdia entre o Forte Futebol e os 10 times que aderiram à Libra: Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vasco.
A Reunião contou com a presença dos clubes: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Juventude e Internacional, da Série A, e mais Brusque, Chapecoense, CRB, Criciúma, CSA, Guarani, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Corrêa, Sport e Vila Nova, da Série B.
Segundo apuração do CanalFluNews Colorado e Galo entraram como “ouvintes” e “mediadores” do Forte Futebol. Além disso, foi formada uma comissão com seis participantes para a reunião futura com a Libra. Os integrantes são: América-MG, Atlético-MG, Fluminense, Fortaleza e Inter, além da ANCF (Associação Nacional de Clubes de Futebol).
O encontro foi bem produtivo para os integrantes, que entendem de uma maneira mais técnica e aprofundada a divisão das cotas. A partir de agora, a ideia dos clubes é marcar um novo encontro com os integrantes da Libra, o mais rápido possível, a fim de um avanço nos diálogos em definitivo para a liga sair do papel.
A Libra, inicialmente, havia pedido que as cotas fossem divididas em 40% igualitárias, 30% proporcionais ao resultado esportivo e outros 30% equivalentes à audiência, presença em estádio e engajamento em redes sociais. Este grupo inicialmente queria que a divisão fosse 50-25-25.
Os dois lados conseguiram alcançar um acordo que o melhor formato seja o de com 45% de forma igualitária, 25% referente a resultado esportivo (posição na tabela de classificação) e 30% de acordo com audiência, que os times do Forte Futebol brigam para que não seja medida apenas com interações em redes sociais.
Outro ponto de discussão entre os dois grupos está na fatia dos recursos a ser destinada aos clubes que estão na Série B do Campeonato Brasileiro. A Libra inicialmente propôs 15%, enquanto outros clubes querem 20%.
A entrada de clubes como Atlético-MG e Internacional no grupo, que antes era de 23 clubes, foi muito bem vista pelos demais, que entendem ser um cenário mais favorável para as equipes da Libra cedam a novos pedidos e acordos favoráveis aos 40 times.
De acordo com apuração, a Liga não sairá do papel caso não exista uma voz uníssona entre os 40 clubes. Se houver um dissidente, o acordo não acontecerá.
A princípio, a parte financeira ficará a cargo da Liga, sem que a CBF tenha interferência. Por outro lado, os clubes entendem que a entidade conta com pontos positivos e poderá auxiliar na criação do campeonato na área de departamento de registros e de competições, este para a montagem da tabela. A arbitragem também ficaria sob critério da confederação em um primeiro momento.
A ideia do grupo de 25 clubes é levar uma contraproposta o mais rápido possível à Libra. Uma reunião deverá acontecer entre esta semana e a próxima.
Haverá uma busca incessante por um acordo financeiro entre os 40 clubes e, apesar de estar disposto ao diálogo, o grupo de 25 clubes não irá “ceder em todos os pontos”, conforme apurado pela reportagem.
