“O captain! My captain!”
O título do post faz referência a poema, escrito em 1865, por Walt Whitman acerca do magnicídio de Abraham Lincoln. A fala destacada, em particular, foi difundida entre nós pelo notável filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” (1989).
Pois bem, Fred, por meio deste post, convido-o a uma genuína e catártica reflexão – não sem antes destacar o seu lugar no panteão dos grandes tricolores.
Vou me concentrar nos centroavantes, ok?
Eu vi Manfrini jogar. Grande jogador! Já no Botafogo, marcara um gol contra o Fluminense e não comemorou. Que eu me lembre, foi a primeira vez que isso aconteceu.
Vi Doval jogar. Grande jogador! Herói do título de 1976.
Depois sucederam-se parraros e neinhas, que, para mim, eram o fundo do poço. Ledo engano!
Com pompa e circunstância, contratamos o Nunes que também não deu certo. Nas veias do João Danado, corria sangue molambo.
O Cristóvão Borges era bom de bola, mas vindo de trás. Como centroavante, eu não gostava dele.
Então, fez-se a luz: Cláudio Adão… cracaço!
Numa estória que mexe comigo até hoje, o Fluminense trocou, com o Vasco, o Adão pelo Amauri mais uma grana como compensação. Saímos perdendo, embora o Amauri tenha metido um golaço no Leão, no Estádio Olímpico, que, por pouco, não nos levou a um confronto histórico com os molambos em 1982.
Ôpa, tô me perdendo na narrativa!
Voltemos ao ponto!
Em 1983, apareceu um tal Jason que, embora tenha feito 3 gols no Fortaleza, mais lembrava, pelo nome, o imorrível serial killer de Sexta-Feira 13. Em tempo, ninguém entoava “O Jason vai te pegar”.
Eis que, no segundo semestre de 1983, surge o Washington do Casal 20. Com todo o respeito, ali vivi o meu melhor momento como torcedor do Fluminense.
Vou parar por aqui, Fred!
Cláudio Adão foi o único centroavante que, tecnicamente, ombreava contigo. Mas você, Fred, foi muito mais marcante!
Em suma: dos que eu vi jogar, NINGUÉM envergou a gloriosa camisa 9 tricolor como você, Fred!
Límpido e cristalino que você foi um dos maiores jogadores de nossa História, convém, agora, adentrar terreno minado.
No livre exercício de seu direito de expressão, você chamou a atenção da torcida tricolor depois do jogo com o Fortaleza. Com luvas de pelica, medindo as palavras, mas chamou! Pareceu-me, até coisa encomendada, desculpe-me a franqueza.
Espero, do fundo do coração, que a sua coragem tenha mão dupla. No ponto, exorto-lhe a responder às seguintes perguntas:
1-) fitando, olho no olho, o Presidente Mário Bittencourt, você enxerga nele honestidade de propósitos e amor ao Fluminense? Sim ou não?
2-) fitando, olho no olho, o Presidente Mário Bittencourt, você avista nele conflito de interesses? Sim ou não?
3-) fitando, olho no olho, o Presidente Mário Bittencourt, você afiançaria os negócios por ele celebrados? Ou melhor, você entende que, ao celebrar determinada transação envolvendo jogadores, o Presidente pensa única e exclusivamente no Fluminense? Sim ou não?
4-) fitando, olho no olho, o Presidente Mário Bittencourt, você considera a gestão dele à frente do Fluminense suficientemente transparente? Sim ou não?
Fred, se você respondeu “não”, pelo menos uma vez, às perguntas “1”, “3” e “4”, e resta calado até agora, você foi um grande centroavante – talvez o maior de nossa História, de nossa decadente História. Nem um centímetro a mais. Idem, se respondeu “sim” à pergunta “2”.
Para ver a situação por outro ângulo, Fred, ou seja, pelo ângulo da sofrida torcida tricolor, sugiro subir na mesa do Presidente do Fluminense.
O captain! My captain!
Saudações Tricolores!
O texto é de total responsabildade do autor.
